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5 razões para conhecer os Vinhos Infinitude

Castas improváveis potenciadas pelo microclima único de Colares

Entrevistámos o produtor Rodrigo Osório Jardim e o enólogo Francisco Figueiredo para conhecer melhor o projeto Infinitude e o que reserva o futuro deste sonho familiar concretizado em Colares.

Conta a história que a tradição vinícola na região de Colares remonta ao século XII, com D. Afonso III a trazer para Portugal, após a sua passagem por França, enquanto Conde de Bolonha, castas francesas para plantação.

Verdade ou não, certo é que é com a família Osório de Vasconcelos Jardim Gonçalves que a estória ganha vida, revelando o potencial da região de Colares (Sintra) e do seu exigente microclima para a produção de vinhos a partir das castas mais improváveis.

1. O sonho de Sintra

Surgido da vontade de dar continuidade à memória de gerações produtoras de vinho com raízes na Madeira e no Douro, o projeto Infinitude é também o resultado de uma paixão única por Sintra e de um sonho que só na Quinta da Azenha, pelo sua localização e características particulares, foi possível cumprir.

Ricardo Jardim Gonçalves
Rodrigo Osório Jardim

Com localização privilegiada no sopé da Serra de Sintra, acompanhada em toda a sua extensão pelo Rio das Maçãs, e protegida dos ventos de Norte, a Quinta da Azenha beneficia de um microclima único e de solo argilo-calcário (chão rijo), propícios ao desenvolvimento de vinhos com personalidade, acidez e mineralidade.

2. Pinot Noir e Merlot – escolhas à altura da região

Provenientes de regiões tão diferentes, e distintas entre si, as castas Pinot Noir (Borgonha) e Merlot (Bordéus) encontraram em Colares o cenário ideal para o seu desenvolvimento.

Vinhas Infinitude em Sintra
Vinhas Infinitude em Colares
Vinhas Infinitude em Sintra

Em Sintra, onde o Inverno vem passar o verão, o Pinot Noir, casta tradicionalmente de maturação precoce, desenvolve-se de forma lenta e completa, o que lhe permite reter a acidez necessária a um vinho sempre mineral e salino.

Já o Merlot, pela sua capacidade de adaptação, resiste às condições climatéricas adversas, atingindo maturações fenólicas muito interessantes, gerando consequentemente vinhos de grande intensidade aromática, como é clássico de um Merlot.

3. Em destaque: Infinitude Merlot e Infininitude Pinot Noir

vinhos infinitude
Vinhos Infinitude

O Infinitude Merlot, como os outros vinhos da casa, resulta de um blend de vinhos com diferentes idades: um vinho mais antigo de 2011, uma colheita de 2014 e outra de 2015. Estagiou parcialmente (20%) em barricas de carvalho usadas, apresentando-se como um vinho pronto a beber, mas com capacidade de envelhecimento. 

Tem notas muito interessantes – algumas até associadas a outras castas da região -, como caruma e cassis, assim como uma grande frescura imprimida pela região. É um vinho que liga bem com pratos de carne, mesmo opções mais fortes como o tradicional cabrito de Sintra ou um pato assado. 

O Infinitude Pinot Noir apresenta-se igualmente como um vinho de lote, integrando colheitas de 2012, 2014, 2015 e 2016. Com fermentação parcial em barrica usada (20%), surpreende pelo seu perfil delicado e por um imenso potencial de guarda.

Combina na perfeição com comida que apele ao bosque, como cogumelos ou arroz de pato, mas é, sem dúvida, um vinho com potencial para guardar na garrafeira.

4. Verão em tons de rosa e uma homenagem à história

A família Infinitude cresce já este verão, com um vinho rosado – um monocasta com Merlot com barrica. Produzido em 2019, um ano especialmente desafiante para rosés – com muita concentração, por ter sido um ano particularmente seco – o Infinitude Rosé afirma-se como um rosé de cor, a que não falta a frescura e salinidade tão características da região.

Enólogo Francisco Figueiredo
Enólogo Francisco Figueiredo

No final do ano chega o vinho que revela todo o potencial da Quinta da Azenha e da região de Colares. Trata-se do Infinitude Legado, um monocasta de Pinot Noir que conta já com um ano e meio em garrafa – um vinho extraordinário com um potencial de envelhecimento de 15 a 20 anos. 

5. Adega própria e projeto de enoturismo no horizonte

Uma vez sonho dos pais, cabe agora a dois dos cinco filhos a missão de afirmar a Quinta da Azenha e os vinhos Infinitude como referência incontornável na região.

O passo seguinte será a produção de vinhos brancos, a partir das castas Riesling, Chardonnay e Semillon, entre os quais um Late Harvest e um vinho DOC de Colares, produzidos em vinhas de chão de areia. As vinhas encontram-se já plantadas em localizações próximas da Quinta da Azenha (Torrado e Penedo), esperando-se o lançamento dos primeiros brancos dentro de dois anos.

O projeto de uma adega própria está também no horizonte – os vinhos Infinitude são atualmente feitos na Adega Regional de Colares pelo enólogo Francisco Figueiredo -, assim como a abertura da Quinta da Azenha para provas e visitas guiadas.


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