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Vinhos e música reunidos em concertos Rua das Pretas

Entrevistamos o músico Pierre Aderne para sabermos o que liga o cantor ao vinho, o que torna especial o projecto da Rua das Pretas e os dois concertos que o coletivo vai dar em Lisboa e no Porto.

O espetáculo crioulo da Rua das Pretas – coletivo musical lusófono criado e dinamizado por Pierre Aderne – está de volta. Aos músicos habituais vão ainda juntar-se Paulo de Carvalho, em Lisboa e Tiago Nacarato e Luca Argel, no Porto, além de outras surpresas. Os bilhetes para estas duas noites muito especiais, já estão à venda com valores entre os 15€ e os 35€.

14 de Dezembro – Coliseu dos Recreios – Lisboa com Paulo de Carvalho (Bilhetes)
21 de Dezembro – Coliseu do Porto Ageas – Porto com Tiago Nacarato e Luca Argel (Bilhetes)

1. Quando é que o vinho e a música se encontraram na tua vida?

Recebia amigos no sarau que comecei a fazer em minha casa na Nascimento Silva, no Rio De Janeiro há 15 anos . Como bom filho de português, lá em casa o vinho sempre ganhou da cerveja.

Em Lisboa o sarau continuou na minha da casa da Rua Das Pretas e sempre esteve na mesma partitura da música .

2. Qual a diferença dos teus concertos a solo em formato tradicional em teatros para a Rua das Pretas?

Meu sonho era poder me divertir em palco da mesma forma que fazia música em casa com os amigos . Percebi um dia que o chave era justamente fazer com que o público fizesse parte do espetáculo . Mais uma vez o vinho foi o elo de ligação entre artista e público … nascia então a Rua Das Pretas . Quando me perguntam o que é a Rua Das Pretas respondo : Público + Artista = Rua Das Pretas.

3. O que acontecerá nos Coliseus Lisboa e Porto (14 e 21 de Dezembro respectivamente)?

Uma festa de fim de ano de nossa comunidade, vamos celebrar a alegria de poder cantar para o público e não para um telemóvel “ live “ . Os Coliseus estarão em formato arena “ circo “ e parte do público vai poder assistir ao concerto com um copo de vinho na mão . A ideia foi propor ao público que fizesse sua festa de fim de ano com amigos e família junto connosco no deslumbrante cenário dos coliseus.

4. Branco, Tinto ou Porto? O que te inspira mais?

Certa vez disse ao Dirk Niepoort que o vinho do Porto para mim era a Canabis engarrafada . Me deixa num estado contemplativo e ao menos tempo com muito foco e clareza criativa.

5. Porque achas que no Brasil o vinho ainda é visto como uma bebida de “granfinos“?

Penso que a razão principal seja o facto de não sermos grandes produtores de vinho . Não faz parte da cultura de todas as regiões . No entanto a relação Brasil – Portugal, a proximidade dos portugueses donos de Botecos e restaurantes ajudou com que nós tivéssemos a sensação de que o vinho também nos pertence.

6. Beber um Barca Velha Sozinho ou um vinho corrente de garrafão com os amigos?

Um vinho corrente com os amigos . Aliás, ao longo da vida conheci pessoas que falavam de seus vinhos, da “ adega “ cave de casa como se fossem troféus… Sempre pensei que garrafa boa é garrafa aberta.

7. Como surgiu a ideia de colocar música dentro da garrafa de vinho?

Quando fomos gravar o “ wine álbum “ da Rua Das Pretas em Nova Iorque, acordei uma manhã com a ideia de colocar o código de download do álbum na garrafa . Partilhei a ideia com Dirk e Luís Cerdeira e acabamos fazendo dois vinhos para Rua Das Pretas . Um soalheiro e um da Niepoort . Agora finalmente o público vai ter acesso em grande distribuição a estes vinhos, ou melhor, destes álbuns . Perdemos o formato CD, mas corremos o risco de ganhar disco
de ouro com a música engarrafada 🙂

8. Como correu a tour pelas adegas portuguesas com a Rua das Pretas?

Quando os teatros fecharam, achamos que a música poderia seguir na estrada como seguem os circos . Estas vinícolas que nós receberam se tornaram teatros, casas de espetáculos, possibilitando ao público continuar próximo da cultura contribuindo para sustentabilidade de toda uma comunidade de artistas da música e de profissionais do espetáculo que nos rodeiam . Agradeço “ pra valer “ a coragem da Herdade Dos Grous, Herdade Da Malhadinha Nova , Fita Preta, Aveleda, Adega Mayor, Poças, Niepoort, Soalheiro, Julia Kemper Muxagat e os outros produtores que enviaram vinhos para que a venda fosse revertida em “ bilhetes das livres “ no confinamento : Mãos e irmãos, Rola Wines, Herdade Do Sobroso, Vadio, Monte D’oiro, Quinta de Tourais…

9. Quais os próximos projectos para além dos Coliseus de Dezembro ?

Faremos 10 Coliseus (5 no Porto e 5 em Lisboa). Uma vez por semana, a partir de 17 de Janeiro até Março . Será em um formato bem intimista com o público sentado no palco com os artistas . Lotação limitada a 200 pessoas, como se estivessem na sala
de minha casa a assistir o concerto e a beber vinho connosco. Os espetáculos serão todos filmados para nova temporada da nossa série Rua das Pretas – Coliseus para RTP1.

10. Para quando um novo álbum de Pierre Aderne a solo?

Janeiro… Finalmente … aias, dois álbuns : um com minhas parcerias com compositores lusófonos chamado “ Vela – Bandeira “ — meu primeiro álbum com músicas de intervenção — incluindo parcerias com Pedro Da Silva Martins, Moacyr Luz, Gabriel Moura e FEAT da argentina Delfina Cheb, Nani, Medeiros e Dandara e Karla Da Silva e outro com minhas parcerias com parceiros anglo-saxónicos chamado “ Samba Pra Inglês Ver “ com minhas parceiras com Brian Cullman, Melody Gardot e Feat de Addie Hamilton ( vocalista dos Post Modern Juke Box )

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