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Vale dos Ares: 60 segundos com Miguel Queimado

Miguel Queimado

Como nasceu e o que caracteriza os vinhos Vale dos Ares?

Vale dos Ares é um projeto familiar, com conceito de boutique winery, dedicado à produção de vinhos premium da casta Alvarinho.

A sua origem remonta a 1683, data de construção da casa e adega onde está sedeado o projeto, a Quinta do Mato. Desde então, e até meados do século XX, a exploração teve como principal função a produção de bens alimentares, nomeadamente produtos hortícolas, gado e vinho, sendo que no final da década de 80 passou a estar totalmente dedicada à produção das casta Alvarinho.

A minha associação ao projeto dá-se em 2006, altura em que inicio um processo de reconversão das diferentes parcelas de vinha a diversas altitudes. Em 2012, com a recuperação da Adega centenária da família, materializa-se o sonho de lançar vinhos Alvarinho Premium, com o lançamento do Vale dos Ares em 2013, com enologia de Gabriela Albuquerque.

O que torna a região e a quinta de onde são originários especiais?

Monção e Melgaço insere-se numa das mais antigas regiões vitivinícolas nacionais (Região Demarcada dos Vinhos Verdes), num anfiteatro natural com condições únicas para a produção de monovarietais de Alvarinho.

Este terroir, que confere aos vinhos características muito particulares, resulta da conjugação de fatores humanos e naturais – morfologia e composição química do solo -, associada a uma experiência secular no cultivo e produção de monovarietais de Alvarinho.

Não menos importante é a sustentabilidade, uma preocupação constante da nossa equipa, traduzida em práticas de promoção da biodiversidade do ecossistema vitícola, através da manutenção da fauna e flora existente na Quinta do Mato.

Quais as castas utilizadas / predominantes e que características conferem aos vinhos?

O nosso projeto é inteiramente dedicado à casta Alvarinho, procurando interpretar os diversos perfis da casta que a região de Monção e Melgaço pode oferecer.

O que distingue os vinhos Vale dos Ares de outros da mesma região?

A Quinta do Mato encontra-se na zona de maior altitude de Monção e Melgaço, com vinhas em patamares entre os 150 metros e os 300 metros de altitude, o que nos permite produzir perfis mais frescos e mineriais, procurando um perfil mais cítrico da casta Alvarinho.

Que vinhos se destacam da gama e porquê?

A nossa gama divide-se entre Vinhos de Casta e Vinhos de Parcela. Entre estes, destaque para o Vale dos Ares em Borrras Finas, que apresenta uma intrepretação mineral da casta muito peculiar e uma textura em boca que lhe confere um pendor muito gastronómico.

Também o Vale dos Ares Vinha da Coutada, um vinho de parcela, onde procuramos exprimir a nossa vinha da casta Alvarinho, com 30 anos, virada a Noroeste, a 250 metros, de solo granítico. Um vinho com 24 meses de estágio, 12 em barrica e 12 em garrafa.

A que tipo de consumidor se destinam? 

O Vale dos Ares em Borras Finas é um vinho para quem procura diversificar o seu conhecimento da casta Alvarinho: sério, tenso, com notas mais minerais e cheio de textura. Já o Vale dos Ares Vinha da Coutada é para um consumidor que procura uma outra dimensão da prova, uma experiência mais rica, um vinho de camadas, que se descobrem ao longo do tempo.

Se tivesse de descrever os vinhos em três palavras, quais seriam?

Tensão, mineralidade, complexidade.

Vão existir outras referências no futuro?

Estamos continuamente a aprofundar conhecimento na casta Alvarinho, pelo que, surgirão certamente outras interpretações desta casta.

Vinhos de Vale dos Ares


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