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Rosa da Mata: 60 segundos com Patrícia Santos

Enóloga Patrícia Santos

Como nasceu e o que caracteriza os vinhos Rosa da Mata?

A Rosa da Mata nasce da vontade de criar um vinho de autor, um vinho à minha imagem, como profissional e como pessoa. O Dão, o Berço da minha vida toda, traz nas memórias gustativas o cheiro da mata onde vivia a minha avó, e onde tanto aprendi a ser pessoa, rodeada de toda a simplicidade do lugar que me preenchia a alma e me devolvia os sorrisos.

Esse Dão é o Alfrocheiro, esse cheiro é o musgo, essa imagem é a minha avó, a Rosa da Mata, e o sabor é o conto da minha vida: simples e com caráter, sensível e forte, robusto e elegante. Rosa da Mata é a memória e a homenagem à avó Rosa de Jesus.

O que torna a região e a quinta de onde são originários especiais?

O Dão é uma das regiões mais antigas de Portugal, tem caraterísticas incríveis que levam a ser conhecido como a Borgonha Portuguesa. A capacidade de fazer vinhos únicos e com potêncial de envelhecimento é notória.

A Quinta, situada na sub-região de Besteiros, é abraçada pelas serras do Caramulo, Estrela e Buçaco, embebida pelas manhãs de neblina, conferem uma elegância aos vinhos muito peculiar.

Quais as castas utilizadas / predominantes e que características conferem aos vinhos?

A casta que carateriza o Rosa da Mata Dão é o Alfrocheiro. Esta casta é uma das variedades presentes em quase todos os vinhos de lote da região, e durante muitos anos era vista como tal, uma casta de lote. Atualmente, os monovarietais Alfrocheiro encontram-se em quase todos os projetos da região. É uma casta que revela boa acidez, equilibrada, sem excesso de álcool, tem aromas caraterísticos a pinho, musgo, terra e com idade em garrafa evolui para feno seco. Também se encontra fruta de baga madura, especialmente em anos mais quentes.

O que distingue os vinhos Rosa da Mata de outros da mesma região?

Por um lado, a personalidade mercada, por outro, a quantidade, dado que é um micro -projeto, que lança edições muito reduzidas.

Que vinhos se destacam da gama e porquê?

A edição de 2016 e de 2018, são, para mim, os mais similares, revelando o caráter pretendido, de anos mais frescos e com mais pluviosidade. Já o 2017 foge um pouco do perfil, visto que este ano, conhecido pelo ano dos incêndios, foi dos anos mais quentes da ultima década e com muito pouca humidade. Os vinhos de 2019, dançam nas garrafas e estão a revelar-se cheios de raça.

O intuito do projeto é fazer o vinho sempre da mesma forma, colher mais ou menos na mesma altura e não ter grandes interferências, de forma a que se perceba em cada colheita o peso do ano, no fundo é perceber o que o clima de um determinado ano afeta as caraterísticas sensoriais do vinho. Por esse motivo, estes dois anos, potenciam as caraterísticas da casta, e da elegância da Região. A colheita de 2019 aguarda o tempo certo para se vestir e sair para o mercado.

A que tipo de consumidor se destinam? 

O objetivo é que todas as pessoas o consigam adquirir, provar, beber e tirar o melhor partido dele. Não foi pensado para conhecedores, mas essencialmente para todos os que gostam de vinhos simples, que lembrem as origens.

Se tivesse de descrever os vinhos em três palavras, quais seriam?

Paixão, personalidade, força.

Vão existir outras referências no futuro?

Lançámos recentemente um branco da Beira Interior, o Rosa Da Mata Fernão Pires 2019 Branco, um vinho gordo, com volume e com a frescura da Beira.


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