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Casa Ferreirinha: 60 segundos com Luís Sottomayor

Luís Sottomayor, enólogo da Casa Ferreirinha

Como nasceu e o que caracteriza os vinhos Casa Ferreirinha?

A história da Casa Ferreirinha está indissociavelmente ligada a uma mulher emblemática: Dona Antónia Adelaide Ferreira, carinhosamente apelidada de “Ferreirinha” pelo povo duriense. Visionária, com um forte sentido empreendedor e de responsabilidade social, criou novas extensões de vinhas, aumentou e aprimorou os stocks de vinhos velhos da empresa e contribuiu para melhorar as vidas árduas das famílias de agricultores locais, fundando escolas, creches e hospitais. Com a sua morte, em 1896, deixou como legado um notável património no Douro e um negócio imensamente bem-sucedido.

A grande aposta da Casa Ferreirinha nos vinhos não fortificados viria a surgir cerca de meio século mais tarde, com o objetivo de produzir vinhos do Douro elegantes, de alta qualidade e com um potencial de envelhecimento, seguindo a mesma filosofia de produção dos grandes Vinhos do Porto Vintage. Desde logo, através de uma seleção das melhores uvas do Douro Superior, combinadas com outras provenientes de grandes altitudes, para garantir acidez. É assim que nasce, em 1952, o icónico Barca-Velha, um vinho produzido apenas em anos de qualidade excecional, ainda hoje considerado como um dos tintos de Portugal com maior longevidade, elegância e complexidade.

A génese da Casa Ferreirinha é uma verdadeira lição de enologia, a qual determinou a evolução dos vinhos da marca e hoje permite-nos ter uma gama desde a juventude de vinhos como Esteva ou Planalto, passando por vinhos mais ricos como Papa Figos, Vinha Grande e Callabriga, até aos excecionais Quinta da Leda, Antónia Adelaide Ferreira e Reserva Especial, com o Barca-Velha a ocupar o topo da hierarquia.

O que torna a região e a quinta de onde são originários especiais?

A Região do Douro é, desde 1756, uma das primeiras e mais importantes regiões demarcadas e regulamentadas do mundo. A sua diversidade de microclimas, solos, castas, bem como a sua complexidade e riqueza, refletem-se no leque alargado de perfis de vinho que conseguimos obter.

É uma região muito especial para mim e onde ainda pretendo trabalhar por longos anos. Por ser tão especial, não posso deixar de assinalar dois momentos que contribuem decisivamente para a evolução da presença da Casa Ferreirinha nesta região.

O primeiro, é a plantação de raiz da Quinta da Leda, iniciada em 1979, e que desde então é o lugar onde passaram a nascer as uvas que permitiram aumentar e melhorar de forma sustentável a oferta da Casa Ferreirinha. O segundo, é a construção da adega precisamente da Quinta da Leda, em 2001, um novo padrão enológico que desde então nos tem permitido manter intactos os valores de inovação e qualidade ostentados por Barca-Velha e pela Casa Ferreirinha desde sempre.

Quais as castas utilizadas / predominantes e que características conferem aos vinhos?

As castas que utilizamos com maior frequência estão entre as castas de referência da região. Nas tintas, destaque para a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão e Tinta Barroca. Nas brancas, a Malvasia Fina, Viosinho, Gouveio, Códega e Rabigato.

Os vinhos brancos, rosés e tintos jovens, produzidos com estas castas, são intensos, aromáticos e frutados, com uma grande frescura e equilíbrio, apesar do clima extremo em algumas das sub-regiões. Já os brancos de guarda são ricos e complexos, com boa fruta e acidez equilibrada, bom volume de boca e algo minerais. Os tintos topo de gama são vinhos intensos, poderosos e estruturados, com grande concentração e riqueza de aromas e sabores.

O que distingue os vinhos Casa Ferreirinha de outros da mesma região?

Casa Ferreirinha é a marca pioneira e líder nos vinhos não fortificados do Douro. Nasceu de um sonho de fazer diferente, de um conhecimento secular da região e, ao contrário do que é comum, a sua gama foi construída a partir do topo, com os vinhos de maior qualidade a ditar o destino da marca.

Os vinhos da Casa Ferreirinha encerram um sem número de emoções e a cada colheita ou novo lançamento partilham um objetivo comum: proporcionar prazer à mesa. Assim, com base na experiência acumulada de muitos anos, trabalhamos para criar vinhos de uma elegância e harmonia únicas, assegurando que combinam na perfeição com o prato que acompanham, sem se sobreporem nem se apagarem.

Luís Sottomayor

Que vinhos se destacam da gama e porquê?

A Casa Ferreirinha e os seus vinhos são sinónimos de tempo, de uma arte eterna que não envelhece e apenas melhora a cada ano que passa. A sua riqueza está patente numa gama que respeita as origens, o conhecimento secular do Douro, que alia tradição e inovação com os melhores métodos enológicos e de viticultura. A conjugação de todos estes fatores garante-nos vinhos excecionais, com uma diversidade única e que constituem o melhor do Douro para cada ocasião.

Se tivesse de destacar dois vinhos, diria sem dúvida o Barca-Velha e o Quinta da Leda. O primeiro, por razões óbvias. É um vinho icónico, sem igual, produzido pela primeira vez em 1952 e que, desde então, seguimos a mesma filosofia do seu criador, sendo lançado apenas em anos de colheita excecionais. E não pode haver dúvidas! Quanto ao Quinta da Leda, é um clássico da Casa Ferreirinha. É um vinho que presta uma verdadeira homenagem ao lugar onde nasce, o meu refúgio, a Quinta da Leda. Um vinho que empresta uma nova dimensão aos vinhos do Douro Superior, concebido para aqueles que desejavam um vinho com o perfil de Barca-Velha, mas apto para um consumo mais jovem. Surgiu pela primeira vez em 1997, fruto de um lote das principais castas que povoam a propriedade e hoje representa a excelência de um vinho contemporâneo, pronto a saborear, mas com excelente capacidade de envelhecimento.

A que tipo de consumidor se destinam? 

A um consumidor de perfil mais tradicional, para quem o vinho faz parte do seu quotidiano. Um consumidor que sabe apreciar um bom vinho e escolher o mais adequado para cada ocasião, mas que também gosta de boas histórias.

Se tivesse de descrever os vinhos em três palavras, quais seriam?

Excelência, genuinidade e tradição.

Vão existir outras referências no futuro?

A Casa Ferreirinha conta hoje com uma gama bastante alargada e bem estabelecida na região. No entanto, a constante vontade de inovar e produzir o melhor que o Douro tem para oferecer, leva-nos a estar sempre preparados para outros voos e eventualmente introduzir novas referências.

Mais recentemente temos vindo a apostar (e iremos manter essa tendência no futuro) no lançamento de “especialidades”, vinhos com volume reduzido e que se destinam a evidenciar a diversidade de potencial dos “terroirs” de Casa Ferreirinha e a exuberância das diferentes castas que se cultivam na Região Demarcada do Douro.


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