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Carlos Raposo assume direcção de enologia na Quinta do Pôpa

O enólogo Carlos Raposo e Stéphane Ferreira da Quinta do Pôpa no Douro
O enólogo Carlos Raposo (à esquerda) fará dupla com o co-proprietário Stéphane Ferreira.

O enólogo Carlos Raposo assume o lugar de head winemaker da Quinta do Popa e fará dupla com Stéphane Ferreira, co-proprietário da quinta duriense com a irmã Vanessa Ferreira.

A escolha do enólogo Carlos Raposo vem ao encontro da aposta da Quinta do Pôpa numa política de sustentabilidade.

Enólogo Carlos Raposo

A ligação de Carlos Raposo à mãe natureza ditou, desde cedo, que soubesse que o seu caminho passaria pela agricultura. O seu caráter ambicioso levou-o ao estrangeiro para obter a licenciatura em Viticultura pela Universidade da Borgonha e o mestrado em enologia pela Universidade de Bordéus. Enquanto estudava, trabalhou em várias adegas pelo mundo.

Em 2011, Carlos regressou à sua terra natal e foi em Portugal que acabou por conhecer um dos seus grandes mentores, Dirk Niepoort, com quem trabalhou durante sete anos.

Em 2018 estreou-se como produtor em nome próprio, tendo apelidado o seu projeto pessoal de Vinhos Imperfeitos, ao mesmo tempo que se lançou como consultor vínico, sempre em projetos com estreita relação com a sua natureza.

O maior sonho de Carlos Raposo é criar vinhos autênticos e únicos, que reflitam, acima de tudo, o terroir de origem, da forma mais pura e natural possível.

Carlos Raposo aceitou o desafio da Quinta do Pôpa, onde vai exercer funções de Head Winemaker, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pela equipa de viticultura, liderada por Rui Soares, e com o co-proprietário deste projeto, Stéphane Ferreira, desde sempre uma voz ativa e interveniente na criação dos vinhos de homenagem nascidos na quinta.

“Exposta a missão atual e futura da Quinta do Pôpa, a contratação do enólogo-consultor Carlos Raposo foi o encaixe perfeito de mindsets. Vejamos, o vinho tem a capacidade de saciar os nossos sentidos em relação a um lugar que vai para além de uma região. E, tendo a Quinta do Pôpa vinhas que produzem uvas com esta habilidade mágica e consistente, de vindima a vindima, então é imperativo garantir que na adega essa proteção da expressividade única do lugar seja feita invocando novamente aquele que apelidamos de true sense of Pôpa place.”

Vanessa Ferreira, co-proprietária e responsável de marketing e comunicação da Quinta do Pôpa

A história da Quinta do Pôpa

Quinta do Pôpa no Douro

Localizada no coração do Douro, a Quinta do Pôpa está situada na encosta de Adorigo, localidade do concelho de Tabuaço; entre a Régua e o Pinhão, num troço da EN222, aquela que já foi considerada a melhor e mais bela estrada do Mundo para se conduzir.

É literalmente uma “janela” sobre o Douro, incluindo o rio e a esplêndida paisagem vinhateira. Um projecto que, desde a sua génese, primou pela diferença e irreverência.

Resultado do sonho do duriense Pôpa, concretizado pelo seu filho Zeca (do Pôpa) e celebrado pelos seus Netos (do Pôpa).

A história desta Quinta tem origem no nome que lhe dá vida. Pôpa era a alcunha de Francisco Ferreira, bastardo de um grande lavrador duriense, que viveu a sua vida sem ser reconhecido como filho e irmão.

Sempre trabalhou na vinha e no fruto que deu de comer a quem o negligenciou, enquanto ele, a sua mulher e os seus filhos passaram fome. O seu maior sonho era ter um pedaço de terra no Douro, onde pudesse produzir o seu próprio vinho.

Não o conseguiu realizar, ele próprio, mas o sonho foi agarrado por um dos seus filhos, José Ferreira, conhecido como Zeca do Pôpa. Aos 16 anos, José encheu-se de vontade e de fé e emigrou para França, para poder dar uma vida decente à sua mãe e irmãos, um rapaz e uma rapariga, bem novinha.

Lutou bastante, mas nunca desistiu, porque sempre acreditou que o sonho comanda a vida! Visionário, regressou a Portugal e, finalmente, investiu no Douro: em 2003 comprou a Quinta do Vidiedo (então baptizada como Quinta do Pôpa).

Assim nascia um projecto de vida, carregado de emoção e que passou de geração em geração. Actualmente são os Netos do Pôpa, Stéphane e Vanessa Ferreira, os gestores da Quinta do Pôpa e assertivos rostos da mesma. Quanto às terras do pai do Pôpa, nada mais há para contar, porque os seus filhos legítimos destruíram tudo.

É caso para dizer que a vida se encarrega de “escrever torto por linhas direitas”! É com desmedido orgulho que os Netos do Pôpa assumem que: “não basta sonhar, é preciso lutar para criar e depois celebrar, seguindo-se um novo ciclo. O nosso avô sonhou, o nosso pai construiu e partilhou connosco. Juntos celebramos a concretização de um sonho; seguem-se outros. O nosso pai ensinou-nos a vivê-lo em loop, para que o sonho continue… dando voz àquela que é a nossa máxima: Dream > Create > Celebrate.”.

Quanto à produção de vinhos, aconteceu mais tarde, em duas fases: em 2007 para a família e amigos, feitos sob a orientação do bairradino Luís Pato, conhecido enólogo e amigo da família; e, a partir de 2010, já com enólogo residente e com o intuito de serem comercializados.

Em 2012 nasce a aposta no enoturismo, vertente tão aplaudida por quem conhece esta Quinta e família.

Com uma área total de 30 hectares, 14 são de vinha, toda de letra A, a mais alta classificação atribuída às vinhas na região. Possui apenas uvas tintas, todas de castas autóctones, entre as quais se destaca a Touriga Nacional, seguida de Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinto Cão, Sousão e Malvasia Preta. Nota para os quatro hectares de Vinhas Velhas, com mais de 80 anos e onde estão presentes 22 variedades de uva.

A Quinta do Pôpa estimula o desenvolvimento da comunidade agrícola local, adquirindo anualmente uvas a outros agricultores, sempre sob acompanhamento e controlo técnico da equipa de viticultura e enologia, para que a qualidade seja salvaguardada.

Sob a batuta do enólogo João Menezes resultam vinhos que aliam a tradição à inovação, com métodos ancestrais na vinha e na vinificação – onde a pisa é feita a pé em lagares de granito – a serem auxiliados pela tecnologia na adega; vinhos equilibrados, estruturados, firmes e frescos, com um “true sense of place”, ou seja, carregados de genuinidade e sentido de origem.

Os 4 patamares dos vinhos da Quinta do Pôpa

Como ‘Entrada de Gama’ há um branco e um tinto com a marca ‘Contos da Terra’.

Na gama ‘Selecção’ cinco vinhos: ‘Pôpa Unoaked’ branco, rosé e tinto (vinhos jovens e aromáticos, sem estágio em madeira) e ‘Pôpa Black Edition’ branco e tinto (vinhos com maior expressividade e volume de boca).

Sob a umbrella ‘Vinhos de Parcela’ estão quatro monocastas: de Vinhas Velhas (‘Pôpa VV’), de Touriga Nacional (‘Pôpa TN’), de Tinta Roriz (‘Pôpa TR’) e, mais recentemente, de Touriga Franca (‘Pôpa TF’).

O ‘PaPo’ (vinho feito com uvas da Bairrada e do Douro), o ‘Pôpa Vinho Tinto Doce’ (que o primeiro vinho tinto doce produzido no Douro), o ‘Quinta do Pôpa Homenagem tinto’ e o ‘Quinta do Pôpa Porto Vintage’ integram as ‘Limited Editions’.

Irreverentes que são, os irmãos Stéphane e Vanessa Ferreira têm ainda vinhos sob a chancela ‘Pôpa Art Projects’.

Todos os néctares da Quinta do Pôpa são “Vinhos de Homenagem”: o ‘Quinta do Pôpa Homenagem’ a Francisco Ferreira (Pôpa); o ‘Quinta do Pôpa Porto Vintage’ a José Ferreira (Zeca do Pôpa); os Vinhos de Parcela e da gama Selecção à família Pôpa; o ‘Pôpa Vinho Tinto Doce’ é um tributo às mulheres da família; o ‘PaPo’ ao enólogo Luís Pato; e a gama ‘Contos da Terra’ ao Douro, terroir e suas gentes.

Vinhos da Quinta do Pôpa


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