Adega do Monte Branco: 60 segundos com Luís Louro

Luís Louro

Como nasceu e o que caracteriza os vinhos Adegga do Monte Branco?

O projeto Adegga do Monte Branco nasce em 2004, em Estremoz, e as suas bases são simples: castas portuguesas, vinhos autênticos, respeito pela natureza e pela história.

Os solos calcários e de xisto dos 40 hectares de vinhas, aliados ao microclima de Estremoz, marcam de uma forma clara o perfil dos vinhos da Adega Monte Branco: vinhos com equilíbrio e uma frescura invulgar no Alentejo.

O que torna a região e a quinta de onde são originários especiais?

A região de Estremoz é, sem dúvida, uma zona especial. Aqui conjuga-se a diversidade de solos – xistos e calcários -, com 400 metros de altitude e um clima mais moderado no verão, com grandes amplitudes térmicas diárias e onde são comuns as manhãs de nevoeiro.

Na Adega do Monte Branco procuramos, de uma forma sustentável, tirar partido destas condições para concretizar a nossa visão: fazer vinhos autênticos, que mostram onde nascem.

Quais as castas utilizadas / predominantes e que características conferem aos vinhos?

As castas tintas principais – Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet – são a base da maior parte dos vinhos, sendo que temos também outras castas – Touriga Nacional, Tinta Miuda, Syrah -, que usamos em pequenas percentagens, tal como se usa sal e pimenta na cozinha.

Nas brancas, o destaque vai para Arinto, Roupeiro, Antão Vaz, usadas na base dos vinhos, mas também Esgana Cão, Rabigato, Galego Dourado, juntamente com oArinto, que irão surpreender no futuro.

O que distingue os vinhos Adega do Monte Branco de outros da mesma região?

Nós gostamos sempre de achar que os nossos vinhos são diferentes dos outros. Neste caso, ao provar os nossos vinhos e muitos outros do Alentejo, aquilo que acho sempre, é que os vinhos da Adega do Monte Branco para além de terem um caráter muito próprio, têm maior frescura e isso começa a definir a identidade do projecto e dos vinhos.

Que vinhos se destacam da gama e porquê?

Desde logo o Monte Branco, o topo de gama da casa, feito a partir de duas castas – Alicante Bouschet e Aragonez – de duas parcelas com solos diferentes. Um vinho complexo, cheio de caráter, fresco e com um grande potencial de guarda.

Também os LOUCA, são vinhos surpreendentes, cada um dos deles feito por um enólogo diferente, com total liberdade. O resultado são dois vinhos cheios de personalidade, verdadeiros vinhos de autor.

A que tipo de consumidor se destinam? 

Temos uma gama ainda curta, mas diversa, pelo que há opções para todos os consumidores, dos menos experientes aos que procuram vinhos para guardar por alguns anos.

Se tivesse de descrever os vinhos em três palavras, quais seriam?

Autênticos, equilibrados, alentejanos.

Vão existir outras referências no futuro?

É ambição natural de um enólogo ou produtor, fazer mais, diferente, experimentar ou recuperar castas, processos, sonhar e inventar. Nos últimos anos fizemos várias plantações de castas portuguesas que foram comuns no passado na região e que de certa forma se estavam a perder, assim como de outras castas ainda não experimentadas, pelo que poderão esperar surpresas.


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